domingo, 16 de novembro de 2008

A MINHA PASSAGEM (fugaz) PELA ORIENTAÇÃO…


















Tudo começou em 19 de Maio de 2007, em Montachique, no 13º Troféu de Orientação do CPOC. E não podia ser da pior maneira…com um famigerado mp! Da pior maneira tecnicamente, porque em termos de introdução à matéria não podia ser melhor! Bom mapa, bom apoio aos iniciados, excelente local que é aquele Parque Municipal de Montachique! Aliás, é a mais-valia da orientação face ao atletismo, por exemplo, que é levar-nos: 1º à natureza, 2º a locais paradisíacos que de outra forma dificilmente lá iríamos.
Resumindo e concluindo: tinha elegido esta prova como teste, e o resultado foi, aprovado!

E assim, tomei a decisão de participar em alguma provas, intercalando-as, sempre que possível, no calendário das corridas. De seguida, comecei a pesquisar na net, sítios com instruções e informações sobre sinalética, melhores opções, etc. etc.. Participei em acções de formação, inscrevi-me, por duas vezes sem êxito, em cursos de cartografia do INATEL, dialoguei com atletas mais experientes, enfim, fiz tudo que estava ao meu alcance para melhorar o meu desempenho na Orientação.

Nas provas seguintes – 9º G.P. RA 4, OPT1, 3º Clac o´meeting, OPT2, 14º Troféu do CPOC, OPT2, Open de Orientação da Nazaré, OPT2, 19º Troféu AAMafra, OPT1 com amigos, 3ª Jornada de orientação Mexa-se Mais, Oeiras, OPT3, 3º Open ATV, OPT3, 4ª Jornada de orientação Mexa-se Mais, Fábrica da Pólvora, OPT3, NAOM 2008, OPT3, O´PORTO PARK RACE, Serralves, OPT1 com amigos – fui subindo no grau de dificuldade e o resultado foi um misto de boas e más prestações: boas, quando o mapa era menos técnico, e aí imperava a parte física da corrida; más, quando os mapas eram muito técnicos, e aí, nem a minha melhor forma na corrida me salvavam! Havia sempre algo que corria mal, nestas ocasiões, andava um pouco por intuição e atingia os pontos por tentativas (às vezes, muitas).

Ao fim desta dezena de provas, facilmente percebi que sem treinos técnicos dificilmente evoluía. Facilmente entrei no paradoxo do prazer/aborrecimento. Gostava de participar, mas chegava ao fim e reconhecia que andava um pouco “ao calhas”. Pessoalmente gosto muito de marionetas, mas jamais serei uma marioneta. Quando faço algo, ou movimento gosto de saber como e porquê. Andar lá no meio só por andar, não é coisa que me alicie muito…

Facilmente percebi que a Orientação é uma modalidade espectacular, apaixonante e viciante. É uma modalidade que, para além de desenvolver a parte física, desenvolve a parte cognitiva, está permanentemente a pôr-nos à prova sobre a nossa capacidade de decisão. A escolha da melhor opção é um dilema permanente. Dificilmente se faz uma prova perfeita, há sempre um mas, ou um se…


Também percebi que na Orientação, à excepção de dois ou três clubes, a realidade clubista raramente tem uma identidade local. Há um grupo de pessoas de vários locais que se juntam nas provas. Ao contrário das corridas, em que se pode treinar, praticamente, em qualquer local e a qualquer hora, a Orientação exige muito o contacto com a natureza, e isso é mais complicado para o cidadão urbano e trabalhador por conta de outrem.

Também percebi que na Orientação, aliado aos aspectos atrás focados, há uma vertente económica muito forte. Raramente há provas nas redondezas da localidade de residência, e as deslocações impõem-se, e se noutros tempos era mais um aliciante para a modalidade, nos dias de hoje, não obstante a facilidade das dormidas nos pavilhões, são muito onerosas, já para não falar no preço das inscrições das provas…

salvo melhor opinião, por tudo isto se justifica a minha, muito, fugaz participação! Porém, enquanto durou, foi bom, gostei! Se calhar… perdeu-se um orientista, mas um amante da modalidade, NUNCA!!!

Um Abraço e até uma próxima!

Orlando Duarte

sábado, 15 de novembro de 2008

E AS MULHERES?...


Desde a origem do universo que a mulher tem desenvolvido importantes acções, quer na vanguarda, quer na retaguarda junto e no seio familiar. Há histórias interessantíssimas sobre mulheres guerreiras e lutadoras, mulheres piedosas e solidárias, mulheres com altos índices culturais que tudo deram e fizeram em prol da humanidade. Porém, houve sempre quem teimasse em considerar isso em actos isolados e irrelevantes e submetessem a mulher para um 2º ou 3º plano e, pior ainda, as castigassem com proibições e obrigações desumanas.

Para não recuar muito na história de Portugal, porque quanto mais para trás pior, vale a pena lembrar que este país viveu 48 longos anos de obscurantismo (1926/1974 ditadura fascista), onde se desenvolveram várias descriminações, quer raciais, xenófobas, políticas (sobretudo) e de género ou sexo. E é esta última discriminação que eu quero trazer à colação.

Luísa sobe, sobe a calçada, sobe e não pode que vai cansada.
Sobe, Luísa, Luísa, sobe, sobe que sobe sobe a calçada.
Saiu de casa de madrugada; regressa a casa é já noite fechada.
Na mão grosseira, de pele queimada, leva a lancheira desengonçada.
Anda, Luísa, Luísa, sobe, sobe que sobe, sobe a calçada.
Luísa é nova, desenxovalhada, tem perna gorda, bem torneada.
Ferve-lhe o sangue de afogueada; saltam-lhe os peitos na caminhada.
Anda, Luísa. Luísa, sobe, sobe que sobe, sobe a calçada.
Passam magalas, rapaziada, palpam-lhe as coxas não dá por nada.
Anda, Luísa, Luísa, sobe, sobe que sobe, sobe a calçada.
Chegou a casa não disse nada. Pegou na filha, deu-lhe a mamada;
bebeu a sopa numa golada; lavou a loiça, varreu a escada;
deu jeito à casa desarranjada; coseu a roupa já remendada;
despiu-se à pressa, desinteressada; caiu na cama de uma assentada;
chegou o homem, viu-a deitada; serviu-se dela, não deu por nada.
Anda, Luísa. Luísa, sobe, sobe que sobe, sobe a calçada.
Na manhã débil, sem alvorada, salta da cama, desembestada;
puxa da filha, dá-lhe a mamada; veste-se à pressa, desengonçada;
anda, ciranda, desaustinada; range o soalho a cada passada,
salta para a rua, corre açodada, galga o passeio, desce o passeio,
desce a calçada, chega à oficina à hora marcada, puxa que puxa,
larga que larga, puxa que puxa, larga que larga, puxa que puxa,
larga que larga, puxa que puxa, larga que larga; toca a sineta
na hora aprazada, corre à cantina, volta à toada, puxa que puxa,
larga que larga, puxa que puxa, larga que larga, puxa que puxa,
larga que larga. Regressa a casa é já noite fechada. Luísa arqueja
pela calçada. Anda, Luísa, Luísa, sobe, sobe que sobe,
sobe a calçada, sobe que sobe, sobe a calçada, sobe que sobe,
sobe a calçada. Anda, Luísa, Luísa, sobe, sobe que sobe, sobe a calçada.
Poesias Completas (1956-1967) António Gedeão

Naquele tempo a mulher não tinha direitos! Ou por outra, tinha…o direito a estar calada e abaixo de cão! A mulher para sair do país tinha que ter autorização do marido! A mulher não podia ser proprietária de nada sem conhecimento e autorização do marido! A mulher não tinha direito de voto! A prova mais longa que a mulher estava autorizada a participar era…1500 metros!!! A mulher era, aquilo que se diz na gíria: um verbo-de-encher!!!
Felizmente, há trinta e quatro anos, as políticas do país mudaram, as mentalidades (muito) paulatinamente vão mudando e, hoje, já há sinais de clara mudança na nossa sociedade. Há empresas altamente dirigidas por mulheres, mulheres nas chefias militares e de segurança pública, mulheres deputadas (62 = 26.95 % do parlamento), mulheres no governo (2 = 11.76 %) e até na direcção da Federação Portuguesa de Atletismo (2 = 15.38 %)!
E nas corridas?...
Neste caso, o quadro não é muito diferente do acima descrito. Felizmente, o conceito que a mulher é para estar em casa a coser meias…já vai sendo do passado, pelo menos nas grandes metrópoles. Certamente que no interior a coisa ainda vai rareando…
Todavia, a pouco e pouco, a participação tem vindo a aumentar. Dos 4,5,6 % habituais, está-se a verificar em provas com Minis, participações de 15, 20 e 25 %, o que revela estarmos no bom caminho…
Contudo, há que deixar uma palavra de apelo aos organizadores, no sentido de pensarem mais um pouco nas mulheres, apelar aos organizadores para alterarem os regulamentos e alterarem as grelhas de prémios a fim de se irem esbatendo as assimetrias actualmente existentes, quer na qualidade, quantidade e até na distribuição dos escalões etários!
Um Abraço.
Orlando Duarte



sexta-feira, 14 de novembro de 2008

VIDAS...

“Ninguém contava anedotas como ele”, dizem-me os “rapazes” da sua idade, recordando intermináveis tardes de sábado num banco da Praça ou na beira do Cais da Pedra, às tainhas. Todavia, eu nunca vi nele um contador de anedotas, mas antes um contador de histórias. A sua capacidade de improvisação, aliada a uma imaginação transbordante, transformava a anedota mais corriqueira nisso mesmo, uma deliciosa história. Com a inerente graça, é certo, mas sobretudo com inteligência, jogando com as palavras, sem concessões à grosseria ou ao riso fácil.

Falo de alguém que conheço muito bem e com quem tenho privado (literalmente) ao longo de toda a minha existência. Falo do meu pai. Nessa relação de afectos que ultrapassa o normal entendimento das coisas, bebi eu uma grande fatia daquilo que sou hoje. É impossível não me rever nele nos meus gestos e atitudes, na minha postura perante mim e os outros.

Vem isto a propósito duma história que o meu pai me contou um destes dias. Não apenas mais uma, mas uma daquelas que me fez sorrir, pensando no quanto o acaso determina inflexões na nossa vida, as quais acabam por ser determinantes naquilo que fomos, naquilo que somos.

Quando assentou praça em Estremoz, após a recruta, era chegada a altura de determinar as especialidades de cada um. Formados na parada, os soldados iam respondendo às solicitações do Sargento. “ – Quem percebe de carpintaria?”, ou “ – Quem trabalha em padarias?”, ou ainda “ – Quem tem carta de condução?”, e por aí fora. À medida que a Companhia ia sendo “desmembrada”, cogitava o meu pai com os seus botões o que lhe haveria de cair em sorte. As perguntas sucediam-se, até que se ouviu: “ – Quem sabe escrever à máquina?”.

Não sendo escriturário de profissão, a verdade é que o meu pai tinha tirado o Curso de Dactilografia e “dava uns toques”. Porém, estranhamente, permaneceu mudo e quedo, enquanto uma campainha soava no seu cérebro. “ – Ai sabes escrever à máquina? Então vais carregar o piano para o Gabinete do Comandante”, pensou, fazendo fé nas inúmeras histórias mirabolantes que se contavam em torno destas ocasiões. E é aqui que entra o amigo Baeta.

Alto e desengonçado, o Baeta conhecia muito bem as habilitações do meu pai. “ - Macedo? Oh Macedo? Então tu não sabes escrever à máquina?”, disse-lhe, baixinho, no meio da formatura. “ - Cala-te, pá!”, advertiu o meu pai entre dentes. A voz do sargento fez-se ouvir de novo: “ - Quem sabe escrever à máquina?” E o Baeta já irritado: “ – Macedo, não me disseste que tinhas o Curso de Dactilografia?”. Desta vez o meu pai nem respondeu, sentindo os olhos do Sargento cravados nos dele. Fez-se um compasso de espera e o Sargento, desviando o olhar, com um certo desencanto na voz que mais parecia confirmar as convicções do meu pai, repetiu pela última vez: “ – Então não há mesmo ninguém que saiba escrever à máquina?”

O Baeta não resistiu mais. Esticou a sua comprida perna, encostou a bota ao traseiro do meu pai e, com um sacão enérgico, obrigou-o a dar três passos em frente. Agora não havia nada a fazer. Era esperar pelo veredicto. O Sargento saudou com entusiasmo o aparecimento do “candidato”, - “óptimo, óptimo…”, disse - e colocou o meu pai de parte, à sua guarda pessoal.

Final da história: O meu pai cumpriu o resto do serviço militar na Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, como… Escriturário! “Éramos os doutores da tropa”, recorda ele com nostalgia e um indesmentível prazer. “E devo isso ao Baeta”, reconhece.

JOAQUIM MARGARIDO

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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

MORTE NO PELOTÃO...



Na última Maratona de Nova Iorque houve a notícia de duas mortes (ataques cardíacos). Se considerarmos que estiveram em actividade cerca de 40 000 participantes, e analisando friamente os números, somos tentados a considerar como normal estes acontecimentos. Porém, nem que estivessem em actividade um milhão de pessoas; uma morte que fosse seria sempre uma tragédia. O desporto em geral, e o atletismo em particular, terá que ser encarado como um factor de saúde e não de morte.

Felizmente em Portugal, raramente temos (más) notícias de graves acidentes como o de Nova Iorque. Contudo, este exemplo deve ficar na memória dos atletas de pelotão para que o desporto, nomeadamente a corrida, possa ser feita com total segurança dos seus intervenientes.

Vale a pena recordar, que um dos principais factores de segurança depende directamente do próprio praticante. É ao atleta de pelotão (e não só, mas sobretudo) que tem a obrigação de respeitar uma, pelo menos, das regras fundamentais para quem quer ter uma actividade desportiva regular: o acompanhamento médico.

A prática regular de corrida deve ser um elemento de bem-estar e para o qual não deve conhecer exageros. Correr pelo prazer é que todos, mas sobretudo os veteranos, devem fazer, lembrando-se que correm para ter e prolongar a saúde e não para a desgastar, e muito menos para nos levar à MORTE!


Um Abraço


Orlando Duarte

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Solidariedade...


“A vida passa a correr, corremos por tudo e por nada, porque não fazê-lo por quem não pode?”

Este era mote do projecto "Unir para Sorrir", que o Clube Stress levou a efeito, de 9 a 10 de Setembro 2007, e que pretendia reunir cerca de 30 mil participantes numa corrida de solidariedade entre o Porto e Lisboa.

Infelizmente nessa altura estava lesionado e não pude colaborar, de facto, com essa iniciativa.

Ainda assim, não querendo ser indiferente, desloquei-me a um supermercado e adquiri dois “Kits” para ajudar e integrar o grande movimento nacional de solidariedade na oferta das dez carrinhas adaptadas ao transporte de pessoas com incapacidades.

Apesar de estar atento aos noticiários, Catorze meses decorridos não me consta qual o resultado desta iniciativa. Será que o objectivo (dez carrinhas) foi alcançado? Se não, quantas foram? E que instituições foram premiadas?

Bem sei que o Clube Stress e a sua Direcção, têm levado a cabo outras iniciativas de solidariedade mais ligeiras que esta, e não são pessoas de, por isso, andarem de nariz empinado. Porém, face ao âmbito nacional que esta iniciativa teve, era de bom senso divulgarem amplamente os resultados da mesma, independentemente de terem sido bons ou maus, sob pena de, assim, retirarem crédito a tais iniciativas futuras…

Um Abraço.

Orlando Duarte

domingo, 9 de novembro de 2008

ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE…



Há muitas maneiras de amar. Mas para que uma relação amorosa seja vivida plenamente, têm de coexistir em harmonia três ingredientes mágicos: o desejo (Eros), a amizade (Philia) e a ternura (Ágape). Se os soubermos equilibrar, viveremos o amor de forma completa e apaixonada. Se, pelo contrário, nos inclinarmos demasiado para um deles, viveremos um amor imperfeito. (Walter Riso)

O meu pai foi o quarto filho de dez. A minha mãe foi a terceira de cinco. Eu fui o último de sete. Os meus avós, quer maternos, quer paternos, viveram juntos até que a morte os separou. Os meus pais viveram juntos até que a morte os separou. Eu já estou casado há 31 anos, espero, e desejo, que só a morte nos separe. E mais, desejo não ficar viúvo! Jamais saberia viver… sem a minha companheira e mãe dos meus filhos!

Hoje, tudo isto mudou. Não obstante a educação e a formação virada para o respeito dos mais altos valores da solidariedade, lealdade e fraternidade, que tentámos dar aos nossos filhos, e que, estou certo, conseguimos incutir em ambos, não foi suficiente para que eles seguissem os seus familiares precedentes. Porém, também estou seguro, que mais cedo do que tarde, irão trilhar os caminhos dos Laços de relacionamento profundo, Laços com Amor Ágape, Laços de Compromisso e até que a morte os separe!!!

Hoje tudo é mais descartável. O mundo tornou-se mais egoísta. Fomenta-se cada vez mais o espírito independente. O espírito colectivo e associativo está em vias de extinção. O conceito familiar, de vida e do compromisso, não consta do vocabulário dos jovens. Já não se pondera, pelo menos, os cinco princípios básicos de relacionamento:

1º Conhecimento
2º Confiança
3º Comunhão
4º Compromisso
5º Crescimento

Hoje, ou oito ou oitenta: dum fraco conhecimento (hoje não se namora, anda-se…), parte-se para o crescimento (relacionamentos sexuais precoces com gravidezes aos 14/15 anos). Ou há casamentos com grandes e luxuosas festas como se fossem festas de fim de ano ou de aniversário e que ao fim dum ano, ou menos, cada um vai para o seu lado…

Há quem critique muito esta nova Lei do divórcio. Porém, o português tende a confundir tudo. Independentemente desta Lei estar bem ou mal, o principal e fundamental problema está no tal salto nos cinco princípios básicos de relacionamento.

Hoje, temos casas maiores, porém famílias menores.

Temos mais conhecimentos, porém menos discernimento.

Temos mais remédios, porém menos saúde.

Multiplicamos os nossos bens, porém reduzimos os nossos valores.

Falamos muito, amamos pouco e odiamos demais.

Temos dinheiro, porém menos moral.

É tempo de Liberdade, porém de menos alegrias…

Dias em que chegam dois ordenados a casa, porém de lares desfeitos.

Claro que todos os contratos e acordos são passíveis de se revogarem. Contudo, deve haver, tem que haver, um mínimo de conhecimento, confiança e comunhão para chegarmos ao compromisso e, por fim, ao crescimento com fortes probabilidades de ser eterno e por conseguinte, ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE!!!


Um Abraço.


Orlando Duarte

Gratidão...




Ainda a propósito desta minha participação na 3ª Maratona de Lisboa (1988), quero dizer e realçar o seguinte: Há quem diga que “A trás dum grande homem, há sempre uma grande mulher!” No meu caso, eu digo e afirmo: “ao MEU LADO (no quotidiano) esteve uma GRANDE MULHER!Sem dúvida, a treinar com o afinco e determinação como eu o fiz, sem a ajuda da minha companheira de vida (neste caso de corrida), jamais seria capaz de a terminar, quanto mais realizar a marca (embora modesta) que alcancei!Por último, mas não em último. Gostava de deixar uma palavra de grande apreço pelo Companheiro e Amigo “Naia” (que se vê ao meu lado a correr), que assim que soube da minha vontade em fazer a maratona, se disponibilizou para me acompanhar nos “primeiros” trinta quilómetros. Todavia, face ao meu desânimo com os tempos de passagem e, a dada altura, a manifestação de vontade de desistir, passou os trinta, trinta e cinco, quarenta… e terminou ao meu lado; sempre, sempre, incentivando-me, motivando-me e fazendo crer que o objectivo (menos de 3 horas) era alcançável.
Um Abraço e até à próxima!
Orlando Duarte
 
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